terça-feira, 11 de junho de 2013

seis-valores-importantes-para-ensinar-as-criancas-desde-cedo

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Seis valores importantes para ensinar às crianças desde cedo

Não é segredo para ninguém: educar uma criança é difícil. Requer persistência e dedicação dos pais, principalmente para ensinar valores importantes para o futuro dos pequenos, como amor próprio, autocontrole, respeito ao próximo e honestidade. O aprendizado não acontece da noite para o dia, e sim ao longo da vida, segundo a pedagoga Isabel Parolin, de Curitiba. Daí a importância de persistir nas mensagens que deseja transmitir e repetir mil vezes cada não, por mais difícil que seja.

“A família tem um papel extremamente importante na formação do indivíduo, mas há influências de outras pessoas, como professores, avós, babás... E elas podem ser positivas ou negativas”, explica a educadora Claudia Coelho Hardagh, de São Paulo. Veja, então, a descrição de cada valor e como ensiná-los aos pequenos desde cedo:

1. Amor próprio
Amor próprio pode ser identificado como sentimento de autopreservação, que impede que as pessoas se envolvam em situações de perigo que possam ameaçar o equilíbrio emocional delas. Nas crianças, é algo mais sutil, tem a ver com a construção da autoestima e na confiança da própria capacidade para enfrentar diferentes situações.

Na prática: Tudo isso é adquirido por meio de elogios e incentivos para enfrentar as dificuldades. E, perante alguma situação em que a criança agiu de forma errada, é importante criticar o comportamento dela, pontualmente, e não sua personalidade, de forma geral. “O mesmo vale para os elogios: tanto a falta quanto o excesso só atrapalham”, diz Isabel.

2. Autocontrole
É a capacidade de controlar, racionalmente, as reações ligadas a emoções, afetos e sentimentos. É por meio do autocontrole que a criança descobre seus limites, elege prioridades e traça suas metas e seus objetivos.

Na prática: Ensiná-las a ter autocontrole, porém, não é fácil. Você precisará enfrentar a fase da birra, persistindo com sua opinião e forma de educar. Se a criança agir errado e fizer manha, converse, mostre em que ela errou e coloque-a para pensar. Exija que ela peça desculpas, mas que entenda o motivo de ter que se desculpar. Tenha em mente que bater não resolve em nada o problema, ok?

3. Escolha
Desde bem cedo, é importante mostrar para a criança que ela não pode ter tudo o que quer e, por esse motivo, deve praticar o exercício da escolha, seja em relação a suas vontades, seja no que se refere a objetos, brinquedos etc. “Ensine ao pequeno que uma escolha é sempre, também, uma perda: ‘Lembra que você escolheu isso? Então é isso que você terá’”, sugere Isabel. O exercício de escolhas está ligado ao de autocontrole. Se a criança chorar, fizer birras, será preciso acalmá-la para explicar os prós e os contras de sua decisão.

Na prática: É muito comum, na fase de 3 a 4 anos, a criança ter dificuldade de dividir seus brinquedos e não emprestar para seus amigos. Essa é a oportunidade para mostrar que ela pode escolher dividir suas coisas ou ficar sozinha, sem amigos. “Explique que fazer acordos é algo admirado pelas pessoas e que vale a pena”, diz Claudia.

4. Honestidade
Não há uma definição única para a honestidade. É um valor ético, fundamental para o convívio social. Ensinar à criança o que é honestidade leva tempo e depende de suas próprias atitudes, exemplos e conversas.

Na prática: É comum crianças pegarem objetos, brinquedos dos coleguinhas da escola e levarem para casa. “Isso ocorre porque não há entendimento de propriedade, até porque, na escola ou no clube, brincam com tudo sem perceber que os objetos pertencem a alguém”, explica Claudia. Cabe aos pais mostrar que aquilo não é da criança, fazerem com que ela perceba o erro e devolva o objeto, pedindo desculpas. Esse processo deve ser educacional, e não um castigo causador de brigas. “Se a atitude persistir, a conversa pode ser mais rígida”, orienta Claudia.

5. Jogo de cintura
O jogo de cintura nada mais é do que ter flexibilidade, ou seja, capacidade de driblar situações de conflito. Para as crianças, é preciso ensinar seu significado desde cedo para que aprendam que suas vontades não serão sempre atendidas, mas que, ainda assim, terão escolhas e devem agir educadamente.

Na prática: Você não conseguirá ensinar seu filho a ter jogo de cintura se perde a paciência a cada problema que aparece. Seu exemplo o fará compreender como ele deve agir quando acontece algo que não o agrada, por isso, não seja tão rígida em seus pontos de vista. No convívio familiar, é importante ter (e mostrar) tolerância. “Brigas constantes, gritos e agressões verbais demonstram a falta de jogo de cintura”, avisa Claudia.

Outro exercício, segundo Isabel, é contar para a criança um erro que você cometeu e o que você fez para remediá-lo. “Eu errei o nosso omelete. Agora a mamãe vai fazer o seguinte, vamos transformar isso em uma farofa”, exemplifica.

6. Respeito
Respeito com os mais velhos, com os “diferentes”, com os animais, com a vida... Ensinar a criança a respeitar os outros é a regra quando se fala em educação infantil.

Na prática: Não há um jeito específico para ensinar o que é respeito. O primeiro passo é respeitar também, permitir que a criança aprenda assistindo a seu exemplo. Depois, é preciso ouvir as queixas dos professores e educadores da escolinha e nunca não ignorá-las. Falar mal das pessoas na frente das crianças também prejudica o ensinamento. Por fim, é importante chamar a atenção da criança ao vê-la desrespeitando outras pessoas, os animais e também o meio ambiente.

Idade certa
Os valores acima podem parecer um pouco complicados, mas devem ser transmitidos, principalmente, por meio de suas atitudes (dando o exemplo) desde o nascimento das crianças:

- Até os 2 anos de idade, a criança constrói e elabora conhecimentos sobre a realidade.
- A partir dos 4 anos, ela sai do simbólico e vai para o intuitivo. Nessa fase, já troca experiências com outras pessoas.
- Após os 7 anos, ela já é capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras e já consegue ser fiel a elas.

A vovó e a mamãe

Muitas vezes, a visão que a criança tem sobre o papel da avó e o da mãe fica conturbada exatamente porque a avó tende a tomar conta dos pequenos nos primeiros anos de vida, quando a mamãe volta a trabalhar. É preciso ter em mente que a avó não deve fazer o papel de mãe, mas também não se esqueça de que ela é mãe e tem experiência.

Por isso, é importante conversar com os avós sobre a forma como você quer educar seu filho. Deixe claro que a criança precisa deles tanto quanto precisa de você e aceite opiniões. Ainda assim, se a dinâmica não funcionar, vale adaptar seus horários para cuidar da criança ou até procurar creches e escolas que possuem os mesmos valores que você. Dessa maneira, você permite que a avó possa ser avó. “Nada mais gostoso do que a vovó ir buscar a criança na escola, levá-la para jantar e depois entregá-la para os pais”,

domingo, 9 de junho de 2013

Parábolas e Fábulas: Sídrome do Sapo Fervido

Parábolas e Fábulas: Sídrome do Sapo Fervido: Vários estudos biológicos provaram que um sapo num recipiente com a mesma água de sua lagoa, fica estático durante todo o tempo em que aquec...

Sequestrador tentou jogar avião no Planalto 13 anos antes do 11/09 (1988)

:: a farsa do salmão ::

:: a farsa do salmão ::



Fiz um comentário gigante neste post do blog Consuma com Moderação. Porém, achei válido transformar em post, e alertar algumas pessoas sobre a farsa que é o salmão vendido no Brasil e em muitos lugares do mundo.

O salmão considerado um dos peixes mais benéficos à saúde, sendo aclamado por aí por nutricionistas e médicos que simplesmente parecem ignorar ou desconhecer sua verdadeira origem. Entre os argumentos para o seu consumo, declaram que o salmão carrega uma grande quantidade de ômega 3, vitaminas A, D, E e do complexo B, magnésio e ferro. OK. Seria bom, se não fosse por um enorme porém: o salmão encontramos nas prateleiras do supermercado não é tão benéfico assim. Encontramos aqui o salmão criado em cativeiro, vindo do Chile, que é diferente do salmão selvagem encontrado na América do Norte.

Damos como certo de que a carne do peixe é rosa-alaranjada – ou ‘salmão’. Porém, esta a regra se aplica somente ao peixe de alto-mar, que passa a vida em liberdade no oceano para subir os rios na época da reprodução e morrer em seguida. Esse peixe é raro, caro, delicioso e belamente colorido por conta de sua dieta à base de camarão e krill. No total, ele representa míseros CINCO POR CENTO do salmão vendido nos Estados Unidos, e praticamente não chega ao Brasil.

A maioria esmagadora do peixe encontrado nos mercados de todo o mundo é criado em fazendas subaquáticas, e tem uma cor que vai do cinza ao bege-claro, passando no máximo por um rosa-pálido. Para ficar com o mesmo tom do salmão selvagem ele recebe uma ração com aditivos sintéticos, derivados de petróleo. Além disso, estudos apontam que consumir mais de 200 gramas desse pescado, numa média mensal, apresenta riscos cancerígenos inaceitáveis.

A verdade é que este peixe, que recebeu a fama de super alimento, repleto de Omega 3, que combate o colesterol ruim, é antiinflamatório e traz inúmeros benefícios para o consumidor, não passa de um produto fake. Para piorar a situação, muitas vezes os peixes são criados em ambientes anti-higiênicos, recebem antibióticos, tem o dobro de gordura – em sua maioria de gordura saturada (péssima) e quase nada de Omega 3 (boa). Por conta disto, os peixes recebem altas doses de antibióticos e fungicidas. Ou seja: mais contaminação na sua carne.

E vocês sabiam que quase todo o salmão vendido no Brasil vem do Chile?!

Quer dizer… você começa a consumir com frequência o salmão, querendo fazer bem a sua saúde, e sem saber vai acabar desenvolvendo problemas de saúde que você não tinha.

Eu passo muito, muito longe de salmão e de qualquer peixe criado em cativeiro. Peixe bom, rico e saudável MESMO, é o peixe de pesca.


E você? O que coloca no seu prato?
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Quem sabe inglês, pode assistir este documentário: http://vimeo.com/61301410

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UPDATE 2013

Ontem eu descobri, e fiquei muito surpresa, que este post de 2011 está rodando loucamente pelo Facebook. Vieram muitos comentários interessantes (e outros bem grosseiros, que rejeitei porque não sou obrigada — e pra quem não gostou, tem um “X “ali no cantinho pra você clicar feliz). Mas vou esclarecer uns pontos aqui mesmo neste post, já que acho que em outro ninguém iria ler .

- É o texto de uma mãe, muito preocupada com o que vai pro prato dos filhos, muito revoltada em saber que não dá pra confiar nem “no peixinho de cada dia”. E pra quem me mandou virar vegetariana: já fui. Não quis mais ser. Cada um no seu quadrado, certo?

- As pessoas mudam, os pensamentos mudam. E hoje eu diria que é preciso botar a boca no trombone e reclamar da forma como animais criados para o consumo são tratados. Uma vez li um texto de um senhor chamado Mokiti Okada, que dizia que o espirito animal não se entristece se sua morte não tiver sido em vão. Ou seja: se alimentou uma pessoa, ele se eleva. No Xamanismo tem um pensamento semelhante. Eu acho que faz muito sentido. Mas ele também diz que não é por isso que temos o direito de maltratar estes mesmos animais, nem de agir com crueldade, muito menos de desperdiçar sua carne. Porque aí, o “pecado” não está em matar um animal para se alimentar, mas sim na forma como isso é feito (ou em tornarmos sua morte vã, uma vez que carne foi pro lixo). Resumindo: penso sim que é possível criar animais para consumo de forma humanizada e digna, sem causar um grande sofrimento a estes animais. (Ou seja: sou radicalmente contra alimentos “controversos” como foie gras, caviar e barbatana de tubarão, por exemplo.)

- A poluição é um grande problema. O mundo está muito contaminado. Mas é por isso que temos que continuar? Teve gente falando: “De que adianta cultivar orgânico em solo que recebeu agrotóxico no passado, sua pacana?”. Então, seu panaca, a Mãe Terra é tão “esperta”, que se a gente cuidar direitinho ela se renova. É preciso cuidar do solo hoje, pra que as próximas gerações tenham a chance de ter acesso a um alimento melhor. A agricultura natural e a agricultura orgânica são opções. Se não começarmos, nunca vai acontecer… E só vai piorar.

- “Ah, mas é tudo caro, nem todo mundo pode.” — Conhecem a lei do mercado? Se aumenta a procura, aumenta a oferta. Se aumenta a oferta, os preços vão caindo. Efeito cascata, saca? Comecem a reclamar MUITO nos SACs dos mercados onde vocês compram. Da falta de variedade de orgânicos, dos preços… Quanto mais gente procurando, maior será o incentivo para aumentar a produção e pros mercados comprarem esta produção.

- ”E a fome na África?” — E a fome no Brasil? Quem aí fez ou faz alguma coisa, efetiva, para contribuir para que menos pessoas passem fome aqui em nosso País? E na África… É. Foi o que pensei. Vou dar uma dica: comecem não desperdiçando alimentos. Ensino isso para as minhas filhas e tem consequências para quem pega mais comida do que pode comer e joga fora. Carrasca? Não… Estou ensinando a elas a serem conscientes. Começa assim. Ou estou errada nisto também?

- “Você rica, você pode.” — Meu marido é professor. Eu sou artesã. Não falarei mais nada sobre o assunto.

Enfim… Se você veio aqui e voltou, se chegou agora… Não importa. O negócio é que temos sim que ter mais consciência sobre aquilo que colocamos em nosso prato. Temos que brigar, reclamar e fazer muito barulho para sermos ouvidos: queremos comida de qualidade. Se você acha que tá tudo certo porque a expectativa de vida “aumentou”, eu digo que isso é ilusão. Temos apenas drogas mais fortes pra manter nossos corpos se mexendo por mais tempo. Isso não é viver, é SOBREVIVER. A escolha é sua… É nossa.

O que você deseja para o seu futuro (e/ou de seus descendentes)? Eu sei o que quero pros meus… E é bom.


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Falando de Overland4x4, Off-Road e assuntos automotivos https://youtu.be/sD9w03uvH18